13 ROUBOS (IN)DIGNOS DE NOTA

25 de jan. de 2011

Em setembro de 2.002, Bill Brennan, um caixa da banca de aposta em esportes
 do Cassino Stardust (que já foi inclusive demolido), saiu levando consigo mais
 de 500 mil dólares em dinheiro e fichas do cassino, dentro de uma mochila.
 Este é o maior roubo à um cassino de Las Vegas na história. Meste estando
 na lista dos mais procurados do FBI e aparecer no programa de TV “America’s
 Most Wanted”, ninguém nunca mais soube dele. Alguns acreditam que ele 
trabalhou junto com um cúmplice, que o matou para não dividir a bolada. Para
 a polícia entretanto, ele simplesmente fugiu do país.

Em outubro de 1994, Heather Tallchief, de 21 anos e um cúmplice, Roberto
 Solis, 48 anos, roubaram uma carro blindado com 2,5 milhões de dólares
 de uma empresa de transportes de valores que estava do lado de fora do 
hotel “Circur Circus”, também em Las Vegas. Os dois escaparam dos EUA
 via ilhas Cayman e St. Martin. Posteriormente Solis abandonou Tallchief 
com apenas mil dólares e um filho para criar. Em setembro de 2005 depois 
de quase doze anos foragida, Heather Tallchief se entregou à justiça. “Não 
vou mais fugir, já não agüento mais”, declarou ela à MSNBC. Foi 
sentenciada à 63 meses na prisão.

Roubo ao Banco Central do BrasilEm agosto de 2005, o Brasil viu seu maior roubo à banco.
 R$ 164 milhões foram roubados da sede do Banco Central
 do Brasil em Fortaleza, Ceará. A trama envolveu a 
construção de um túnel de 78 metros de comprimento 
que levava a um cofre onde estavam armazenadas cédulas
 usadas, e não passíveis de rastreamento. Em um final de
 semana, o piso de 1,1 metros de espessura de concreto reforçado foi quebrado 
e 3,5 toneladas em cédulas de R$ 50 levadas. Acredita-se que mais de vinte 
pessoas estavam envolvidas no planejamento e execução do roubo. Algumas 
pessoas foram presas em vinculação com este roubo, mas até agora, apenas 
R$ 20 milhões foram recuperados. Como o Banco Central do Brasil não fazia 
seguro para dinheiro que estivesse dentro de seus cofres, toda a perda caiu nas 
costas da “viúva”.

O Grito, de Edvard MunchEm fevereiro de 1994, a famosa pintura de Edvard
 Munch, “O Grito”, foi levada de um museu em Oslo, 
Noruega. O roubo ocorreu na Galeria Nacional
 Norueguesa. Dois homens, uma escada, alguns 
cortadores de arame e 50 segundos, foi tudo que o que
 se precisou para afanar a mais famosa e valiosa 
pintura da Noruega. Alguns meses depois os ladrões
 ofereceram a pintura de volta e pediram um “resgate”
 de US$ 1 milhão de dólares. A oferta foi recusada,
 corretamente recusada. Uma operação policial 
recuperou a obra e prendeu os ladrões em maio de 
1994. Em 1996, os ladrões foram condenados à 10 anos de prisão, e a obra 
devolvida aos seus legítimos donos. Mas a história não acaba aqui, em
 2004, a obra foi novamente roubada, juntamente com a Madonna de Munch.
 Desta vez foi um roubo à mão armada no Museu Munch. Um radialista francês, testemunha do roubo, disse em
 entrevista à BBC que “As pinturas estavam presas às paredes por simples arames. Tudo o que eles precisaram
 fazer foi puxar com força para soltar. Foi o que vi um dos ladrões fazer”. Felizmente as pinturas foram novamente 
recuperadas, e em melhor condição do que se esperava.

Os Bons CompanheirosVocê assistiu ao filme “Os bons companheiros” 
(Goodfellas)? Bem, no filme, a personagem interpretada 
por Ray Lioota, Henry Hill, é responsável por um roubo de
 US$ 420.000,00 do terminal de cargas da Air France no 
aeroporto JFK, em Nova York no ano de 1967. E isso de 
fato ocorreu. Trabalhando com uma dica do supervisor de
 cargas Robert McMahon, a gangue usou uma mulher para seduzir o guarda de 
segurança e pegar uma cópia de sua chave da porta que separava os criminosos
 do dinheiro. As chaves foram substituídas sem que o segurança notasse. Hill e 
Tommy DeSimone (no filme interpretado por Joe Pesci) entraram no terminal, 
abriram a porta, e saíram levando consigo as sacolas, sem que nenhum alarme 
disparasse ou ao menos fossem interpelados por qualquer guarda. Este roubo 
levou ao roubo da Luftansa, que foi o maior roubo cometido em solo americano 
à época.

Em dezembro de 2006, um entregador de Santa Clara, Califórnia, pouco depois 
de carregar sua vam Mazda MPV com quase US$ 200.000,00 em microchips 
retirados do armazém de seu empregado, foi abalroado na traseira por uma 
van branca e sem marcas. Os motoristas desceram para ver os danos causados
 pela batida. Aproveitando a falta de atenção do motorista, um segundo homem 
que aguardava no local, entrou na Mazda e roubou o carro e sua valiosa carga
 de microchips.

Mas isso não é nada comparado com o bem orquestrado roubo de novembro
 de 2006 na Ilha de Penang, no estreito de Malacca (que é infestado de piratas).
 Dois traillers entraram no complexo MASKargo sob a desculpa que estavam ali
 para procurar por trabalhadores ilegais. Os oficiais de alfândega acreditaram.
 Uma vez dentro, 20 homens armados com facões tomaram de assalto todos os
 trabalhadores do local e os drogaram com clorofórmio. Os ladrões saíram levando
 585 cartões (caixas) e 18 páletes de microchips e placas mãe, em um valor tota
l de US$ 12 milhões!

Semen de TouroNem todo mundo rouba pinturas famosas, dinheiro ou microchips.
 De fato, algumas pessoaspercorrem longas distâncias para por
 as mãos em itens de reputação duvidosa, apesar de valiosos. 
Em novembro de 2005, um fazendeiro de Smithburg, Maryland se
 aventurou pela Pensilvânia
 para visitar parentes. Quando ele voltou à fazenda,
 ele notou que um tanque de 35Kg, que continha o equivalente à
 US$ 75.000,00 
em sêmen bovino fora aberto e 65 ampolas de esperma, de
 aproximadamente 50 touros haviam sumido. “O sêmen congelado de touros é um grande negócio 
porque economiza no transporte do touro até o local onde está a vaca, para que esta seja coberta, e
 eventualmente inseminada”, explica o Washington Post. 
“O sêmen congelado pode durar por vários anos, até mesmo mais que o touro que o produziu”.

O assalto ao depósito da Securitas em 2006 é o assalto mais lucrativo 
para criminosos, que se diga) já ocorrido em solo britânico. Batendo por pouco o 
assalto ao Northern Band de Belfast, Irlanda, em 2004. O assalto à Securitas 
começou em 21 de fevereiro, quando o gerente do depósito, Colin Dixon, foi para
 casa. Se passando por policial, um dos ladrões seqüestrou Dixon, que foi 
algemado e levado para uma fazenda próxima, onde estavam sua mulher e seus
 filhos, que também haviam sido seqüestrados. Todos foram levados à sede da
 Securitas onde Dixon foi forçado à ajudar na entrada. Quatorzes empregados da 
empresa foram rendidos, e£53 milhões (cerca de US$ 92,5 milhões) foram
 carregados em um caminhão e lavados da empresa.

D.B Cooper é um dos mais notórios seqüestradores dos Estados Unidos, e é um
 que ainda está livre depois de 35 anos fugindo da justiça. Em 24 de novembro de 1
971 – véspera do Dia de Ação de Graças, importante feriado americano
 – “Dan Cooper” seqüestrou o vôo 305 da Northwest Orient Airlines com uma
 maleta “bomba”. Ele entregou um bilhete á comissária de vôo dizendo “Eu tenho
 uma bomba em minha maleta, e vou usá-la se necessário. Eu quero que você 
sente-se próxima à mim. Você está sendo seqüestrada”. Com isso, a comissária
 alertou ao piloto que tentou transmitir a situação do seqüestro ao Aeroporto 
Internacional de Tacoma-Seattle. O piloto foi instruído pela torre controle à 
atender a demanda de Cooper: quatro pára-quedas e US$ 200.000,00 em dinheiro.
 Por que quatro pára-quedas? Alegadamente ele pediu três extras, para o piloto,
 co-piloto e comissária de vôo como uma forma de certificar-se de que eles não
 eram falsos. Os passageiros foram deixados no aeroporto de Seattle-Tacoma, em
 troca pelo dinheiro, e Cooper instruiu o piloto à seguir para o México. Nem mesmo
 os F-106 que seguiam o avião viram quando D.B. Cooper pulou próximo.
 Acredita-se que ele pousou tranquilamente próximo à Ariel, Washington.

Museu Isabella GardnerO roubo ao Museu Isabella Gardner em 1990 foi chamado
 de “o maior roubo de arte da história”, e aqueles que
 o perpetraram, ainda hoje, 17 anos depois, não foram
 identificados. Apenas algumas horas após as
 festividades do Dia de St. Patrick em Boston, dois 
homens vestidos como policiais abordaram os guardas
 de segurança do museu, e os cumprimentaram. Quando os seguranças 
descobriram que os policiais eram falsos, já era tarde demais; os seguranças
 terminaram algemados e amordaçados. Foram então levados para o porão.
 Os ladrões retiraram 3 quadros de Rembrandt de suas molduras 
(que ainda permanecem penduras de vazias hoje) bem como a obra 
“O Concerto” de Johannes Vermeer, “Paisagem com um Obelisco” de Govert Flink
 e vários outras preciosas pinturas. As obras nunca foram encontradas, e o museu
 nunca foi reembolsado. Moral da história: certifique-se de que o seguro está em
 dia!

Banco do IraqueO maior roubo de banco da história? Às vésperas da 
primeira rodada da primeira onda de bombardeios à
 Bagdá em março de 2003, uma gangue arrombou o 
Banco Central do Iraque e levou em três carretas 
aproximadamente um bilhão de dólares. Mais da 
metade deste bilhão foi encontrada escondida nas 
paredes do palácio do ditador Saddam Hussein por 
tropas americanas, o resto parece desaparecido. Um pouco mais adiante na 
estrada, em Basra, Iraque, tropas britânicas frustraram outro grande assalto
 a banco. Em torno de 60 pessoas abriram caminho à bomba para entrar no Banco
 Nacional do Iraque à pela luz do dia, e explodiram também a porta do cofre. As 
grandes explosões atraíram as tropas britânicas, que acabaram com a festa.

Bruce ReynoldsEm agosto de 1963, quinze homens usando mascaras de ski,
 abordaram um trem do Real Correio Britanico, que ia de 
Glaslow à Londres, roubando 2.3 milhões de libras em notas
 usadas. Hoje, este valor equivaleria à algo em torno de 40 
milhões de libras. Bruce Reynolds foi a mente por trás do 
assalto, depois de sua captura e posterior cumprimento de 
pena, passou à ser tratado como celebridade. Existem inúmeros
 livros, filmes e musicais em tributo e devotados à contar história do “Assalto ao
 trem pagador”, inclusive um estrelado por Phill Collins.

QG dos Maiores Ladrões do BrasilMas o maior roubo da história da humanidade ainda está em 
andamento, e é aqui no Brasil. Segundo a Revista Época, em 
sua edição 473 do dia 11/06/2007, políticos ladrões (a maioria),
 em conluio com funcionários públicos corruptos e empresários
 desonestos roubam 20 bilhões de reais por ano. É como se 
o maior roubo à banco da história, ocorresse 10 vezes por ano, com o cruel 
detalhe, de sempre ser bem sucedido.

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